
Com as árvores da ribeira
deito raiz de água.
Deixo o sentido caducifólio
a aguardar as primaveras
e a folha a levitar na seiva;
murmuro a canção do vento
e durmo as feridas de amor
na alma pura da cortiça forte,
nos ramos flexíveis que partem ao céu,
desde esta Terra que sempre teve Outonos,
à que sempre chegou o inverno
e na que sempre, sempre floresceu.
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