8 de julho de 2008

Candombe em Compostela

Para Isabel e Fernando.
Para Joaquín, Agustín e Camila...
caminhos de ida e volta
com raíz.
Para todos os uruguaios na Galiza.
Para todos os galegos no Uruguai.

O ritmo dos tambores batia
nos corações e nos olhares.
Era o orgulho do sol, filho de escravos;
era o sonho da lua, a noiva da erva mate;
era o brilho da estrela, o canto puro
dos charruas, dos chanaes,
dos guenoas, dos iaros, dos galaicoi...
A emoção do candombe em Compostela
a abrir as ruas no esplendor,
a fazer caminho na dança,
no fulgor, até o sangue, irmão,
até o sangue
e até a lágrima, irmã,
até a lágrima também.
Era a festa do retorno,
era a festa do ficou,
era a festa do voltamos,
e era a festa do nós.

4 comentários:

fernando disse...

Moitas graças
Has mirando con el corazón la fiesta ancestral de los negros uruguayos, que hoy es la fiesta
de todo un pueblo.
Fernando

Iolanda Aldrei disse...

E agora de mais de um... eu sou a grata por permitir a alegria de participar. Um abraço.

El Gato disse...

Llego a vos por intermedio de Fernando. Vengo desde Dénia, un pueblo marinero y alicantino a orillas del Mediterráneo. Por acá también andamos mezclando el sonido ancestral del tambor afro-uruguayo con las dolÇainas valencianas. Y pese a los muros interiores de algunos, pese a las distancias geográficas pero también las mentales, seguimos tratando de integrarnos. Nunca asimilarnos. Así como aquellos gallegos que algún día emigraron a tierras charrúas supieron mantener sus tradiciones, nos enseñaron que se puede ser buena gente, laburantes, honestos.
Tomo prestado tu poema para publicarlo en El Gato Utópico.
Un saludo para vos y para toda la buena gente gallega.

Iolanda Aldrei disse...

Saúdo para você e para vocês em Dénia.
Os poemas são do vento e das boas mãos que os apanham. Bem pode colocar em almas de gato e em utopias.
O seu texto removeu muita coisa que sempre anda em mim, por isso recuperei o prefácio de um livro que ainda está para ser e publiquei na Terra Verde, no dia de hoje.
Grande abraço.