Sem carta, perco-me no cenário dos sonhos,
a procurar cadernos para escrever
a vida paralela
e mora o tempo pleno nessas noites
pobres de pele, frias linhas,
horizontes sem dor,
das que acordo cansada para o dia.
Havia beijos. Tremia o beijo rei,
lambia o sentido da existência
neste amor antigo,
corpo onírico,
dom dos leitos tristes.
Caminho pelo corpo das tuas páginas,
personagem roubada a ti mesmo,
para ter-te
ou encontrar-te
noutra história de corpo paralelo.
28 de Janeiro de 2010
24 de Janeiro de 2010
23 de Janeiro de 2010
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