19 de novembro de 2008

Pali - bhava



Tornou-se devenir, sempre se torna,
e a espera morreu como não morrem
e voltam as histórias reescritas
no Livro da Vida
e foi o tempo de ti, tempo de tempos,
dor, dor e mesmo medo,
o tempo do pecado consentido...
mas as noites da luz a claroescuro,
mas da luz clara e a verdade plena,
o tempo revolto das revoltas,
o renascer do mito numa imagem,
a palavra livre, a liberada,
o tempo da deusa feita carne,
a imagem nascida e a dor mesma...
a fera, o lobo, a loba plena...
e não doe já e digo amor e não tem nome
e não se oculta nome algum
e nascem nomes...
ocupas, não estás, negas meu tempo,
o dia de sonhar, a noite a pleno,
París, Terra de Lagos, Sul do Verso...
e fica espaço aberto,
já não há cervo...
e volto ao simples corpo do desejo.
Tenho caixa de prata e o retrato de um demo,
sou meiga, sei... conheço meigo...

4 comentários:

Corpos que Soñan disse...

Belísima composición musical con notas que son imaxes conxuros de tempos idos, presentes polo poder do devir que se recría a casa instante en corpos de espíritos encarnados.

Parabéns
Abrazo

Iolanda Aldrei disse...

Abraço... e música para os meigos

Anita Silva disse...

Que foto!... :)

Iolanda Aldrei disse...

O brilho vem dos teus olhos que a contemplam.
Abraço ilheu

Iolanda