11 de novembro de 2008

Blowin in the Wind...

Foto: Alexandre Brea

How many times must a man look up
before he can see the sky?
Bob Dylan


Como cheiram o oceano e o vento
que fala com palavras de força a beira-mar,
meu barco errante,
meu poema sempre lento,
odor ainda a sonhar sonho de eternos
com tempos por bandeira
e nesta nave sal.
Desde as rochas sagradas
a saudade se torna
caminho das tuas asas
e um canto a chorar,
recanto de sereia,
onda verde que aguardo
enquando voa o vento
e abro abraço à espera,
sempre a olhar estrelas
e no sol a lembrar.
Amarei as lembranças
quando se esqueça o brilho,
e as saudades mais doces,
serão chuva no mar...
Meu amigo, que amava...
amores sobre o ar...

6 comentários:

Corpos que Soñan disse...

Gostei do contraste tempo-eternidade neste lindo poema, e suxeriume unha imaxe: o ar dos amores flamexando a bandeira do tempo.

Hai quen fala de saudades do eterno e nada máis. Mas a saudade é a filla do tempo; sí pode que do tempo que se quere anular, pero ao cabo, é unha vivencia da temporalidade.

Do mesmo xeito, hai quen fala da saudade como un impulso espirituoal e nada máis. Mas a saudade ten a raíz no corpo; sí pode que dun corpo que se quere trancender, pero ao cabo é emocionalidade.

Por iso me parece un consolo, esa bandeira do tempo que se ergue como un corpo, mentres o ar dos amores sopre.

Nen sei o que escrevin!

Boas Noites

Iolanda Aldrei disse...

Sim, chove no corpo o que chove na alma... verdade. Vento na bandeira do corpo e do tempo... e ar de amor e de vida.
E do infinito que tens a dizer?
Beijinho.

Iolanda

NOTA: Amanha, pelas 17 h. a revista Nova Águia apresenta-se em Compostela, na Faculdade de Filosofia. Interesa... como os cafés do Derbi

Corpos que Soñan disse...

Non sei, o mesmo me repito se sae un meu comentario anterior que non dá aparecido.

Che parecerá mentira mas estava pensando en ir á apresentación do Paulo Borges: meu interese está no livro.

Vouno intentar: teño un par de problemas que resolver.

En realidade teño tres, mas un vouno adiar: o do infinito.

Risos e beixos.

Iolanda Aldrei disse...

Eu também tenho interese. O Paulo, tanto tempo, tantas saudades e sempre um livro dele no carro a acompanhar viagens!
Quem pode adiar o infinito tem o infinito já...

Beijinhos

Iolanda

Corpos que Soñan disse...

Vou ir, sí. ¿Verémonos?
Se sí, convídote a un chá.
Beixo

Iolanda Aldrei disse...

Com Amergim, Coraçao e Bernal? Pode ser agradável, claro.

Bom... conheces-me... eu terei que adivinhar: Oxalá adivinhe bem!

Beijinho

Iolanda