16 de novembro de 2008

Baldaio em flor

Foto: Alexandre Brea

Se o tempo deixa pegada
e chegam os sonhos a cavalo
sobre a areia,
a cavalo branco,
e amigo despido, cavaleiro
de sentir
e o silêncio
em ritual de cascos
a partir
de perto o mar e o vento perto,
meu amigo das ondas,
velhas danças, meu amigo,
amar teu sonho em mar,
vencer o frio,
e o volume da água tornar brio.
Deixo mesmo a idade
e fica o abismo.
Ama a minha pele, sem amar-me.
Perde-te em olhares, sem perder-me
e cria coxas vegetais
na floresta de sonhos que habitamos,
na humanidade desta gota cálida,
da chuva animal,
do som contido,
dos tentos liberados
até o ágape...
Ah, minhas ternuras mágicas!
As terras partilhadas,
veia errante
da odisseia cósmica,
dos lábios,
da longa, longa cópula
eterna,
infinita
efecto borboleta,
libelinha de sonhos..
em tempo de mar,
remar, amigo...
e vou namorada...

2 comentários:

Corpos que Soñan disse...

¡Que bons agoiros que os soños cheguen en cavalo branco!

¡Moito bons!

A foto é linda!
Beixos

Iolanda Aldrei disse...

Que cheguem cheirando a sal e a novas vidas, ágapes de sorriso e voo ...
A cavalo branco... e assa nova
Nao é?

Beijos de cor

Iolanda