15 de agosto de 2008

Templo


É a tarde longa de Iemajá,
a força tranquila do poder:
submergir, voltar, sentir, viver.

O único poder é a vaga,
que envolve, afoga e deixa ar.
O único poder é o sol,
que entrega o calor da beira-mar.
O único poder está no vento,
que deixa o tempo de sonhar.
O único poder está na areia
que sustenta o passo horizontal.
O único poder é o templo
da luz da tarde num olhar.

2 comentários:

Anita Silva disse...

Inigualável, inimaginável... o Verdadeiro Templo. ;)

Iolanda Aldrei disse...

É, minha amiga, é.