
Vivem quando escrevem em copos de noitinha,
No tempo fora tempo da sombra que não foi.
Desacreditamos, como os amores velhos,
Tornamos lenda o passo, como as verdades estranhas,
Retornamos do seu aroma ao interior e adulteramos o mundo,
Mas ocupam longo os espaços visíveis do invisível tenro
E são.
2 comentários:
Senhora da terra verde:
Entre os teus lençóis de linho
Um mundo impuro se perde
De um impuro pergaminho;
Nele sacio a sede,
Fecho os olhos de saudade:
Asa de rio que mede
Minha única verdade.
Veia acesa no ventre
Noturno do sorriso
Que me alimenta entre
Esse mundo e o paraíso.
Só o que não consigo
É dizer isso mesmo
Que nunca digo e leio
Em teus versos a esmo.
Meu querido Francisco,
Que lindo poema, como me estremece neste momento saudoso, no que a vida colocou mais uma escada no caminho e quer ser triste, mas... como com estas palavras?
Obrigada. Deixa que me acarinhem os teus versos, ainda que sejam imerecidos.
Um abraço grande
Enviar um comentário