Alguém fumou os dias e os sentires. Passam em silêncio os silêncios e em procissão de mortos as palavras. Fala a quiromância a beira-mar. Alguém olha vagas: água e vento, e pensa amor que vem e vai.
Muitas saudades! O lugar é mágico. Chama-se a Ponta da Barca, em Mugia. O nosso panteismo galaico adora rochas ( A Pedra de Abalar, a Pedra das Cabeças, A Pedra dos Cadris) O cristianismo disse que foram nave da Mae de Deus e Nossa Senhora da Barca ficou. As estaçoes do ano tornam diferente a força do mar. Agora o vento revela a intensa magia da vida inerte e torna mundo o próprio mundo dos sonhos, as saudades e as lembranças. Quando falta ar vou ali. Quando alguém quer ser, vamos ali e partilho. A última vez foi em Janeiro com a minha filha Iara, a cadelinha Moura que nos deixou há uns dias, com Pedro que nunca conhecera um mar com tanta força, vento e frio diferentes do seu Caribe natal... Mas sempre é necessário um tempo próprio com a saudade e mais alguém olhava essa saudade, lembrou-me um outro alguém que também sabia olhar... e retratei um rogo. Quando venha pela Galiza, lá iremos, meu amigo. Oxalá nao demore. Beijinhos
2 comentários:
amiga q foto linda!!!
Muitas saudades!
O lugar é mágico. Chama-se a Ponta da Barca, em Mugia. O nosso panteismo galaico adora rochas ( A Pedra de Abalar, a Pedra das Cabeças, A Pedra dos Cadris) O cristianismo disse que foram nave da Mae de Deus e Nossa Senhora da Barca ficou.
As estaçoes do ano tornam diferente a força do mar. Agora o vento revela a intensa magia da vida inerte e torna mundo o próprio mundo dos sonhos, as saudades e as lembranças. Quando falta ar vou ali. Quando alguém quer ser, vamos ali e partilho.
A última vez foi em Janeiro com a minha filha Iara, a cadelinha Moura que nos deixou há uns dias, com Pedro que nunca conhecera um mar com tanta força, vento e frio diferentes do seu Caribe natal... Mas sempre é necessário um tempo próprio com a saudade e mais alguém olhava essa saudade, lembrou-me um outro alguém que também sabia olhar... e retratei um rogo.
Quando venha pela Galiza, lá iremos, meu amigo. Oxalá nao demore.
Beijinhos
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