
Na penúltima fotografia havia luz.
Na última apareciam asas,
silêncios brancos de resplendor original.
No espelho apenas olhares em verde
e esperas de mar.
Alguém aguardava no silêncio das cinco
ainda o tempo de pintar.
Diário, Ideário, Conversário

Em círculo, na eira descoberta, em torno ao espírito da velha Joana, achegamo-nos ao lume primitivo, dançamos e bebemos e comemos e abraçamos, saltamos, trabalhamos as faíscas, sonhamos, cantamos e contamos e amamos a paz e o solstício na alegria de partilhar o bom vinho e a mão.
No lume novo o tempo dos mistérios

São os horizontes da tardinha o tempo de ti,

Num tempo naufragamos.
Num tempo há sorrisos francos


