
26 de abril de 2009
25 de abril de 2009
24 de abril de 2009
Enfiar

o sal do teu tacto na lembrança.
Bebo Pony Malta e renasces
no odor que deixaras sob a lua
na última alga da rocha última.
E as palavras que também arraigam
nas pradarias subaquáticas da memória
me revoltam tempo já da idade,
e todos és tu e tu es todos
arraigada a água nesta carne.
23 de abril de 2009
Aura
22 de abril de 2009
Texturas
21 de abril de 2009
O útero de Gaia
20 de abril de 2009
19 de abril de 2009
Anjos

Ascendem e brilham e cantam os espíritos,
ascéticos os sonhos acordam com a sua voz
e o tempo deixa o tempo
sem dor nem etiquetas
com carícia de olhares e a força interior
de curva e riso e beijo e mais tremor.
Apenas os anjos podem compreender
e pensar-nos de terra sob a haima entreaberta
e cruzar os templos desta comunhão
e tornar a noite das ilhas eternas
noite nova e velha
a fluír do nós.
ascéticos os sonhos acordam com a sua voz
e o tempo deixa o tempo
sem dor nem etiquetas
com carícia de olhares e a força interior
de curva e riso e beijo e mais tremor.
Apenas os anjos podem compreender
e pensar-nos de terra sob a haima entreaberta
e cruzar os templos desta comunhão
e tornar a noite das ilhas eternas
noite nova e velha
a fluír do nós.
18 de abril de 2009
Verticalidades

onde rompem as janelas
e morro porque nem morro
e nunca saltam as penas
e a água nem chega ali
e desce se vem com presa
e faltam as terras puras
sob os tactos e as marés
para ir e vir
na mesma onda
horizontal
que sei de ti
com a mesma dor dos cristais desabitado e as terras queimadas por exército e os homens desamados com tanto amor e silêncios que trastornam os sonhos e tornam destempo otempo de morrer.
17 de abril de 2009
Genebra do Castro a beira-mar
16 de abril de 2009
15 de abril de 2009
Mushotoku
13 de abril de 2009
Fumos velhos

Foram longos os tempos de lareira
e lume velho de ano em primavera,
os tempos de pé ao pé do lar,
quando a noitinha me dizia rumo
e sorria o som de namorar
na inexistência de mim
que desejava longas asas
e lenço de pintar
ou as palavras de fumo
que extinguiam exorcismos tristes
e queimavam incenso para ser
nave de noitinhas, ninha de rula,
árvore nova na horta da memória
que sempre acendia o caminho do Sul.
12 de abril de 2009
Amarelo
11 de abril de 2009
Lavrar

e a vida renasce do poema.
Martelo o ritmo e reitero o som em ti,
poque o cinzel retorna trás o golpe
e as ruas de cinza e terra à vista
e as casas sem casa ainda moram
em terra de Bacatá,
em muitas terras,
e no espírito medram heras
e ao vento o canto encanta
danças de morar.
Lavrar o verso uma outra vez
e tornar-te em pararalelo
e fonosimbolimos
ao mar molecular,
ao abraço de elementos
múltiplos,
sozinhos,
em comum.
10 de abril de 2009
9 de abril de 2009
Crise

chega som de ruína e voz de liberdade,
e sei da cor erguida destes tempos de crise,
volta ao lar e lar à volta do almoço e o abraço
da hera nos retornos,
da luz nos muros baixos.
Chora o último plástico no leito da gaveta
e imos demonstrar que o dinheiro
é um sono.
Medram as figueiras e o amor permanece:
riqueza são colheita, também terra e palavra.
8 de abril de 2009
Estar
7 de abril de 2009
Um presente violeta
http://janeladamoura.blogspot.com/2009/04/o-selo-violeta-de-flores-tenras.html
"O Selo Violeta representa as sensações que a cor violeta traz para a nossa mente. Este prêmio é dado aos blogs que têm algumas das sensações da cor violeta. São algumas delas: magia, encantamento, graciosidade, magnetismo... e tudo aquilo que parece mágico".
"O Selo Violeta representa as sensações que a cor violeta traz para a nossa mente. Este prêmio é dado aos blogs que têm algumas das sensações da cor violeta. São algumas delas: magia, encantamento, graciosidade, magnetismo... e tudo aquilo que parece mágico".
Vontades
6 de abril de 2009
Glamour

E se eu fosse feita de glamour
e me vestisse em cor-de-rosa
a transparentar a lingerie preta
sob a seda selvagem
e tingisse os cabelos de loiro platino
ou ruivo ocaso de verão
e ainda calçasse sapatos de taco alto
até o céu de Babel
e saísse à rua com colar de pérolas
e ritmo de vinil
e corpo em modo contornado
na tarde de silêncios
e praça maior,
e nunca mais falasse de infinitos
e fosse finita no manar
e nunca mais ficasse namorada
e fosse itinerante como o lar
e deixasse rasto de perfume
e óculos de sol no teu olhar,
então, velho gato das fisterras,
sairias outra noite à janela
e revoltarias as esperas
para apenas e so mais um miar?
5 de abril de 2009
Praga

Tornas-te polífago de mim
e não basta a lembrança,
ser passado.
Voltas, como praga aos meus cultivos,
deixas sem luz a minha casa,
arruinas meus sonhos de ternura
para bricar, menino, em tempos de água
e chover inseto, canto ao canto,
no amor de apenas verde e primavera,
que chega em Abril,
que foge em Maio.
4 de abril de 2009
Espinhas

me abre com chave palavra e silêncios,
e me fecha os olhos com abraço aberto
e me dize amor e sinto que é verdade.
Se deixo as espinhas dobrar é porque me entornas
e me tornas de rios e flores e beijos,
porque me perdoas cada tarde os tempos
que tenho por mim e por mim mesma habito.
Se deixo as espinhas dobrar é porque os teus braços
me abarcam e tangem os silêncios,
porque já começas a falar no leito
nesse ritmo cálido de amores humildes.
Se deixo as espinhas dobrar é porque a morada
respira esperança, esforço e alento,
porque canta o galo memórias de vento
e nasço na ilha novo tempo errante.
Se deixo as espinhas dobrar é porque és de mundo
e não quero perder, nem dizer que tenho,
mas cada tardinha se tende o universo
e os corpos são casa dos deuses sem templo
e dançamos logo em sonhos abertos
e em mim descansas, rostos e latejos.
3 de abril de 2009
Renascer

em ocasos novos que nunca ar tiveram,
por ensinar as fibras e os encontros
e retomar as rotas proibidas
e por amar, apenas por amar,
deixar espora e fruto e paz tendida
ao sol até que sequem e perdurem
e morram e renasçam e revivam
de luz, de ar, de passos, de esperança,
de Deus proverá em nova calma
e de olhar no olhar, rosto de flores,
mão na mão e som no ritmo
da poesia pura e a alma clara
porque voltar é um sonho mais
nas cores.
2 de abril de 2009
Tempo Abril
1 de abril de 2009
Espectros

e deixa espectros livres e nos libera espectros
quando dormem as lojas e chora o último sino
e os passos ecoam na luz desabrigada.
Posso sonhar os rostos dos fantasmas que passam,
ou o amor perdido que procuram nas ruas,
posso pensar nos nomes e as histórias que portam
e transformar as almas para aninhar nas sombras.
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