13 de setembro de 2009

Desfotografar


Perco a realidade e o sentido omnisciente
das ontologias tristes.
Descapitalizadas, as borboletas pintam
e os rostos encantam o silêncio.
É o tempo das fadas e dos anjos,
nosso tempo de entornar a porta
e o centro comercial, e o cristal e o aço,
por desbandar as palavras
no bico azul de todas as pombas e as mensagens,
e os amores das meninas que querem virar o corpo
e voar
para sempre
em som de ave.

2 comentários:

soantes disse...

Excelente, Iolanda. Foto e poema, aliás inseparáveis. Adorei!

Iolanda Aldrei disse...

Um abraço... muito obrigada. Reflexo de palavras e de imagens, sempre.