
O tempo tranformou-se em viver,
o amor em corpo do Sul
em leito abaixo a manar,
a terra em cor,
o sonho em vida
e falta o mar.
Lembro séculos de água,
a primeira pele escura,
e nascer na rocha tua,
a brilhar som
e ondas bravas
com dom de partilhar.
Agora moro na sombra da montanha,
nos limites entre a luz e treva tenra,
e abraço desenhos na lareira,
lume no lume, verso no ar,
verde a morar
borralha em flor .