Distancio em tempo chave de falar e calo as palavras da gaiola, ponho-lhe barreiras a este mar, aguardo o instante porque chegue o tempo que nem sei se vai chegar e deixo num espelho nuvem rota enquanto abro o teu olhar no envelope dos sonhos, reitero os morses de ternura pisca-pisca de beijos a voar.
Treme como o pulso destes sonhos, generosa de águas, pé de mar, minha Terra, grande e generosa, da ilha dos tainos , à casa dos mapuches, volta a voz profunda a reclamar. Confeso-me linha de loucura, na doença do mesmo Lovelock e choro com lágrima emprestada por todo o raciocinio sem amor.
Desabotoo o peito para a noite abro a caixa dos segredos, para me contar os contos de outrora, retomo os caminhos que diziam no ar. Doem na garganta os males velhos de infância mal curada, de espera fanada, o medo da palavra atravancada. Furou-se um pneu neste ciclo de som. Avanço em linha opaca, com instintos que tremem como a terra neste tacto e olho sem ver senda, nem sonho de luz, nem algum astro, mas adiante, sempre verbo em lábio, na via Puro-eu a Nós-em-cor.